Na Revista da última edição do “Expresso” vinha uma reportagem sobre a vida do estudante José Sócrates em Paris. Aquele trabalho jornalístico não é lá muito concreto quanto à intenção de o ex-primeiro-ministro acabar ou não uma licenciatura. Na capital francesa, provavelmente, não haverá licenciaturas ao domingo, na sequência de um exercício apresentado numa simples folha A4.
A reportagem também não menciona como é que Sócrates, sem exercer qualquer profissão, custeia os seus estudos e a sua vida corrente em Paris. Contrariamente a Cavaco Silva, para quem 10 000,00 euros são insuficientes para as suas despesas mensais, será tão frugal como os “colechards”? Ou estará a ser ajudado pelos seus familiares que, segundo notícia publicada há algum tempo no “Correio da Manhã” e nunca desmentida, colocaram em off-shores, nos últimos 30 anos, 350 000 000 de euros?
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
GRÉCIA E PORTUGAL, A MESMA TRAGÉDIA?
Notícias recentes referem que na Grécia há casais a entregar os seus filhos em infantários, dado não terem condições para os criar.
Certamente, é com o coração a sangrar que os pais assim se separam dos filhos.
A crise grega provocou esta situação. O primeiro-ministro Papademus disse que se a próxima tranche financeira não fôr concedida ao seu país, este poderá sair do euro. Em resposta, Angela Merkel afirmou que aquela concessão está dependente de ainda mais austeridade. Provavelmente, da morte à fome de milhares de gregos.
A Srª Merkel diz-se democrata-cristã. A sua insensibilidade face aos problemas sociais dos gregos e demais europeus não tem nada a ver com a doutrina social da Igreja Católica, nem com Konrad Adenauer. Como nasceu na defunta RDA, mais parece decalcar as suas ideias de uns palhaços que em nome da democracia-cristã faziam parte do "parlamento" da parte oriental da Alemanha antes da queda do muro de Berlim, sob a direcção do Partido Comunista do ditador corrupto Honeker.
Os primeiros apertos de cinto na Grécia receberam elogios dos que mandam na UE. Veja-se as consequências que provocaram a nível social. Financeiramente, o país de Sócrates e Aristóteles está cada vez pior. De que valeu tanta austeridade? Apenas somou crise à crise. Se o leitor reparar atentamente, o "ajustamento" português, segundo a novilíngua - como diria Orwell - passista-gasparista, parece um "remake" do que se tem passado na Grécia. A cada dia que passa, as novidades vão mostrando que, como diria o de Santa Comba, "o que parece é".
PS: Assinei uma petição elaborada, entre outros, por Vasco Graça Moura, contra o acordo ortográfico, que foi apresentada na A.R., após recolher 100 000 assinaturas. Vou continuar a escrever como sempre, pois não tenho respeito nenhum por um "acordo" que não foi assinado por mais que um país de língua portuguesa.
Certamente, é com o coração a sangrar que os pais assim se separam dos filhos.
A crise grega provocou esta situação. O primeiro-ministro Papademus disse que se a próxima tranche financeira não fôr concedida ao seu país, este poderá sair do euro. Em resposta, Angela Merkel afirmou que aquela concessão está dependente de ainda mais austeridade. Provavelmente, da morte à fome de milhares de gregos.
A Srª Merkel diz-se democrata-cristã. A sua insensibilidade face aos problemas sociais dos gregos e demais europeus não tem nada a ver com a doutrina social da Igreja Católica, nem com Konrad Adenauer. Como nasceu na defunta RDA, mais parece decalcar as suas ideias de uns palhaços que em nome da democracia-cristã faziam parte do "parlamento" da parte oriental da Alemanha antes da queda do muro de Berlim, sob a direcção do Partido Comunista do ditador corrupto Honeker.
Os primeiros apertos de cinto na Grécia receberam elogios dos que mandam na UE. Veja-se as consequências que provocaram a nível social. Financeiramente, o país de Sócrates e Aristóteles está cada vez pior. De que valeu tanta austeridade? Apenas somou crise à crise. Se o leitor reparar atentamente, o "ajustamento" português, segundo a novilíngua - como diria Orwell - passista-gasparista, parece um "remake" do que se tem passado na Grécia. A cada dia que passa, as novidades vão mostrando que, como diria o de Santa Comba, "o que parece é".
PS: Assinei uma petição elaborada, entre outros, por Vasco Graça Moura, contra o acordo ortográfico, que foi apresentada na A.R., após recolher 100 000 assinaturas. Vou continuar a escrever como sempre, pois não tenho respeito nenhum por um "acordo" que não foi assinado por mais que um país de língua portuguesa.
sábado, 24 de dezembro de 2011
SE CRISTO VOLTASSE À TERRA
Na próxima noite comemora-se o nascimento de Cristo. A Sua missão era simultaneamente divina e humana. Como Filho de Deus, veio resgatar os pecados dos homens, morrendo por eles, pregado numa cruz. No entanto, a Sua mensagem também era para o mundo, na defesa da Verdade, da Justiça Social e da Liberdade, numa palavra: na prática do bem como forma de salvar a humanidade. Por isso, foi perseguido e morto pelos poderosos daquele tempo, desde os romanos aos sumos sacerdotes judaicos.
E se hoje Cristo voltasse à Terra? Como reagiriam os "comedores de dinheiro" - recordando uma canção de Adriano Correia de Oliveira - detentores do poder económico que manda numa boa parte do mundo, especialmente no Ocidente, os quais, subvertendo as regras da democracia, destruindo as forças produtivas, exigindo, no que são prontamente atendidos pelas classes políticas medíocres dominantes, o fim de direitos ancestrais de quem vive apenas do seu salário? Se ouvissem Jesus dizer novamente "é mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha que um rico entrar no reino do Céu", qual seria a sua atitude? Deixo as perguntas. Que cada um encontre a resposta que melhor entender.
A todos os colaboradores e leitores deste blogue, desejo um Feliz Natal e, na medida do possível, um bom 2012.
E se hoje Cristo voltasse à Terra? Como reagiriam os "comedores de dinheiro" - recordando uma canção de Adriano Correia de Oliveira - detentores do poder económico que manda numa boa parte do mundo, especialmente no Ocidente, os quais, subvertendo as regras da democracia, destruindo as forças produtivas, exigindo, no que são prontamente atendidos pelas classes políticas medíocres dominantes, o fim de direitos ancestrais de quem vive apenas do seu salário? Se ouvissem Jesus dizer novamente "é mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha que um rico entrar no reino do Céu", qual seria a sua atitude? Deixo as perguntas. Que cada um encontre a resposta que melhor entender.
A todos os colaboradores e leitores deste blogue, desejo um Feliz Natal e, na medida do possível, um bom 2012.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
FALECERAM VACLAV HAVEL E KIM JONG IL
Faleceram, recentemente, Vaclav Havel e Kim Jong Il. O primeiro foi chefe de Estado da Checoslováquia e da República Checa, eleito pelo povo, e defendia a democracia liberal. O segundo liderava o Partido Comunista e a república norte-coreanos, tendo sido escolhido pelos "iluminados" do Comité Central daquele partido, sob indicação do seu pai e anterior ditador, Kim Il Sung. O sucessor de Kim Jong Il será um seu filho. Estamos perante uma dinastia marxista. Marx não terá certamente previsto que tal acontecesse em seu nome.
Kim Jong Il era comunista. Vaclav Havel era anti-comunista.
Havel foi um intelectual empenhado na defesa da liberdade e no combate à tirania comunista, muito especialmente após a invasão do seu país pelas tropas do Pacto de Varsóvia em 1968.
Em 1977, assinou a célebre Carta 77, um manifesto de intelectuais opositores do regime comunista. Esta coerência teve grandes e graves custos para este dramaturgo, pois passou vários anos atrás das grades.
Mas, como dizia num seu poema António Aleixo, "a razão, mesmo vencida, não deixa de ser razão". A chamada revolução de veludo de 1989 na Checoslováquia, que na sequência da queda do muro de Berlim e dos vários regimes totalitários de esquerda no leste, o que, há que reconhecer, se deveu essencialmente à política reformista de Gorbatchev, foi liderada por Havel, o qual seria eleito Presidente da República por larga maioria dos checoslovacos.
Quando começaram significativas manobras no sentido da separação da Eslováquia dos checos, Havel promoveu um referendo naquela zona da ex- Checoslováquia, o qual determinou a sua independência.
Com Havel e outros democratas, a Checoslováquia transitou de uma economia de direcção central para uma economia de mercado sem sobressaltos, permitindo uma melhoria significativa do nível de vida dos seus cidadãos. É que ali, o Estado não abdicou do seu carácter regulador e as privatizações foram efectuadas de forma transparente. Bom seria que certos "liberais" que nos governam seguissem o mesmo exemplo nas privatizações da EDP, da REN e outras empresas...
Vaclav Havel foi um defensor da liberdade e da democracia. Todos os amantes destes valores se curvam perante a sua memória.
Kim Jong Il não passou, como o seu progenitor, de um ditador estalinista. Não é necessário falar da fome que os norte-coreanos passam, morrendo, em consequência da mesma, aos milhares, enquanto o chefe morto e seus capangas sempre viveram no luxo. Como dizia Orwell, em regimes deste jaez, "todos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros". Basta ver o choro forçado de imensos norte-coreanos exibido nas televisões, com medo que o vizinho, potencial PIDE local, os denunciasse, para se constatar o que é a vida num regime concentracionário e totalitário.
Alguns jovens que, por desespero, com falta de emprego e sem perspectivas de futuro, aderem a organizações esquerdistas, é bom que saibam que se os que os manipulam fossem poder, seriam Kims, Maos, Estalines ou mesmo Pol Pots. Quem vos avisa conhece bem alguns desses "revolucionários" de pacotilha que vos manipulam e dos quais vós seríeis, com o vosso idealismo, algumas das vítimas, talvez as primeiras.
Kim Jong Il era comunista. Vaclav Havel era anti-comunista.
Havel foi um intelectual empenhado na defesa da liberdade e no combate à tirania comunista, muito especialmente após a invasão do seu país pelas tropas do Pacto de Varsóvia em 1968.
Em 1977, assinou a célebre Carta 77, um manifesto de intelectuais opositores do regime comunista. Esta coerência teve grandes e graves custos para este dramaturgo, pois passou vários anos atrás das grades.
Mas, como dizia num seu poema António Aleixo, "a razão, mesmo vencida, não deixa de ser razão". A chamada revolução de veludo de 1989 na Checoslováquia, que na sequência da queda do muro de Berlim e dos vários regimes totalitários de esquerda no leste, o que, há que reconhecer, se deveu essencialmente à política reformista de Gorbatchev, foi liderada por Havel, o qual seria eleito Presidente da República por larga maioria dos checoslovacos.
Quando começaram significativas manobras no sentido da separação da Eslováquia dos checos, Havel promoveu um referendo naquela zona da ex- Checoslováquia, o qual determinou a sua independência.
Com Havel e outros democratas, a Checoslováquia transitou de uma economia de direcção central para uma economia de mercado sem sobressaltos, permitindo uma melhoria significativa do nível de vida dos seus cidadãos. É que ali, o Estado não abdicou do seu carácter regulador e as privatizações foram efectuadas de forma transparente. Bom seria que certos "liberais" que nos governam seguissem o mesmo exemplo nas privatizações da EDP, da REN e outras empresas...
Vaclav Havel foi um defensor da liberdade e da democracia. Todos os amantes destes valores se curvam perante a sua memória.
Kim Jong Il não passou, como o seu progenitor, de um ditador estalinista. Não é necessário falar da fome que os norte-coreanos passam, morrendo, em consequência da mesma, aos milhares, enquanto o chefe morto e seus capangas sempre viveram no luxo. Como dizia Orwell, em regimes deste jaez, "todos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros". Basta ver o choro forçado de imensos norte-coreanos exibido nas televisões, com medo que o vizinho, potencial PIDE local, os denunciasse, para se constatar o que é a vida num regime concentracionário e totalitário.
Alguns jovens que, por desespero, com falta de emprego e sem perspectivas de futuro, aderem a organizações esquerdistas, é bom que saibam que se os que os manipulam fossem poder, seriam Kims, Maos, Estalines ou mesmo Pol Pots. Quem vos avisa conhece bem alguns desses "revolucionários" de pacotilha que vos manipulam e dos quais vós seríeis, com o vosso idealismo, algumas das vítimas, talvez as primeiras.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
PC FOI DO PC
Quando recentemente Pacheco Pereira, na "Quadratura do Círculo", criticou a política do primeiro ministro Passos Coelho, logo alguns laranjinhas ensinados de nascença disseram: "uma vez comunista, sempre comunista". Também por mim, que, como Pacheco Pereira, fui comunista de linha maoista, já foram feitas afirmações e insinuações do mesmo género. Basta ver o post anterior a este no "Mais São Pedro do Sul".
Há uma certa direita para a qual quem a criticar e aos seus é comunista. Infelizmente, alguma dessa direita ignorante e acéfala acoita-se no Partido Social Democrata. Pois então, fiquem esses "direitinhas" a saber que o seu actual líder e chefe do governo, Passos Coelho (PC) pertenceu, na adolescência, no final dos anos 70 do século passado, ao PC (Partido Comunista) e às suas organizações União dos Estudantes Comunistas (UEC) e Juventude Comunista Portuguesa (JCP). Na qualidade de militante dessas organizações, participou num congresso onde Álvaro Cunhal esteve presente, tendo completado, aliás, nesse dia, 66 anos. Passos Coelho foi um dos jovens comunistas que mais enfaticamente vitoriaram o então secretário-geral do seu partido.
Nesse tempo, nós, maoistas, combatíamos o PCP e a URSS, que apelidávamos de social-imperialista. Considerávamo-los inimigos principais. No PREC, o partido a que pertenci (MRPP) fez alianças tácticas com o PS e o PPD, actual PSD, para derrotarmos o projecto de Álvaro Cunhal. Anos mais tarde, PC pertencia ao PC. Após a invasão da Checoslováquia e da Hungria pela URSS.
Olhando para a acção de Pedro Passos Coelho, esse sim, parece manter os ensinamentos bebidos no PC e na UEC. O seu seguidismo relativamente a Angela Merkel faz lembrar a teoria da "soberania limitada", da autoria de Leonid Brejnev, líder do PCUS e da URSS aquando da militância comunista do adolescente hoje presidente do Conselho de Ministros.
Há uma certa direita para a qual quem a criticar e aos seus é comunista. Infelizmente, alguma dessa direita ignorante e acéfala acoita-se no Partido Social Democrata. Pois então, fiquem esses "direitinhas" a saber que o seu actual líder e chefe do governo, Passos Coelho (PC) pertenceu, na adolescência, no final dos anos 70 do século passado, ao PC (Partido Comunista) e às suas organizações União dos Estudantes Comunistas (UEC) e Juventude Comunista Portuguesa (JCP). Na qualidade de militante dessas organizações, participou num congresso onde Álvaro Cunhal esteve presente, tendo completado, aliás, nesse dia, 66 anos. Passos Coelho foi um dos jovens comunistas que mais enfaticamente vitoriaram o então secretário-geral do seu partido.
Nesse tempo, nós, maoistas, combatíamos o PCP e a URSS, que apelidávamos de social-imperialista. Considerávamo-los inimigos principais. No PREC, o partido a que pertenci (MRPP) fez alianças tácticas com o PS e o PPD, actual PSD, para derrotarmos o projecto de Álvaro Cunhal. Anos mais tarde, PC pertencia ao PC. Após a invasão da Checoslováquia e da Hungria pela URSS.
Olhando para a acção de Pedro Passos Coelho, esse sim, parece manter os ensinamentos bebidos no PC e na UEC. O seu seguidismo relativamente a Angela Merkel faz lembrar a teoria da "soberania limitada", da autoria de Leonid Brejnev, líder do PCUS e da URSS aquando da militância comunista do adolescente hoje presidente do Conselho de Ministros.
domingo, 20 de novembro de 2011
RESPOSTA A UMA PROVOCAÇÃO
Ao ler o blogue "O Caricas", verifiquei estar o meu nome e fotografia entre as pessoas que através do facebook afirmam que "gostam do Caricas". Cumpre-me esclarecer o seguinte:
1º - Não gosto do "Caricas", por razões que se prendem com a censura a um artigo sobre os negócios de Cavaco Silva e sua filha no BPN, de que solicitei publicação naquele blogue há quase dois anos. Por tal motivo, rompi com "O Caricas" e o(s) seu(s) anónimo(s) autor(es) e passei a colaborar no "Mais São Pedro do Sul", a convite do Dr. Daniel Martins.
2º- Não tenho qualquer página, nem pretendo ter, no facebook, pelo que os elementos que constam do "Caricas" são uma falsificação.
3º - Se o leitor consultar artigos meus publicados há alguns anos no "Caricas", verificará que aparece junto dos mesmos a fotografia em causa, a qual foi retirada a meu pedido. Tal foto, provavelmente, continuará na posse de quem produz "O Caricas". Não sei se foi tal blogue que forjou ou não a página, nem isso é importante para mim.
4º - O que importa - e aí incide a provocação - é que algumas das "minhas" preferências na dita página são a propaganda do Sendero Luminoso, vários "sites" do PCTP/MRPP e a CGTP. Bom, meter a CGTP no mesmo saco dos maoistas, das duas uma, ou mostra ignorância ou a sua disfarçante imitação.
5º - O que vai dito em 4º prende-se com posições políticas por mim assumidas nos últimos tempos, expressas, aliás, neste blogue.
6º - Não deixei de ser militante do PSD, pois continuo a identificar-me com o seu programa, especialmente com a parte que afirma "O PSD, sendo social democrata, valoriza a liberalização política e económica, com regras, rejeitando o socialismo e o conservadorismo social". Aliás, continuo a ser membro da A.M. de S. Pedro do Sul eleito pelo Partido Social Democrata.
7º - Porque me identifico com aqueles ideais sou opositor ao actual governo e à actual direcção do partido, pois a sua prática, em nome do combate à crise, está a destruir a economia, a tornar os pobres em miseráveis e a empobrecer as classes médias, enquanto os mais ricos não sentem a crise. Não me posso identificar com quem aumenta horários de trabalho e diminui salários, pratica cortes cegos em bens como a saúde ou a educação, prejudicando essencialmente os mais necessitados. Isto não é social democracia, nem liberalismo no sentido clássico do termo, pois já o "pai" do liberalismo económico, Adam Smith, referia, há mais de 250 anos, a necessidade de criação de "uma rede social abaixo da qual ninguém caisse". Shumpeter, Hayek, Von Mises e tantos outros sempre repudiaram a igualdade absoluta, porque conduziria à miséria, defendendo a necessária desigualdade na chegada, resultante da promoção segundo o mérito e do prémio do risco, mas conjugada com a igualdade na partida (de oportunidades), por forma a eliminar a miséria e pobreza, criando classe médias maioritárias.
8º - Continuo a ser um liberal progressista, embora dos pontos de vista político e económico tenha muito em comum com os liberais conservadores. Não tenho nada a ver é com o neo-liberalismo actual, que é uma deturpação e uma provocação ao liberalismo tradicional, do qual nasceu o conceito moderno de democracia. Este neo-liberalismo, exagerando na desregulamentação económica,provocando a submissão do poder político ao poder do dinheiro, desincentivando o capitalismo produtivo e promovendo um excesso de capitalismo financeiro (a chamada economia de casino), é o responsável pelo estado a que Portugal e diversos países da UE chegaram, que só tem um nome: decadência absoluta.
9º - Para sair desta situação, em democracia, os partidos do poder têm que voltar a fazer crescer as economias, mas com distribuição justa da riqueza, bem como garantir o acesso de todos à saúde, à educação, à cultura e outros bens absolutamente necessários à existência humana. A doutrina social da Igreja Católica e, de uma forma geral, o humanismo cristão, sem pôr em causa a independência entre a Igreja e o Estado, são possíveis referências necessárias à saída da crise e ao regresso às sociedades estáveis e de bem-estar que conhecemos no Ocidente.
Os liberais e os socialistas terão o seu lugar na criação de sociedades mais justas. Os primeiros deverão renegar o actual neo-liberalismo e retomar as origens da sua ideologia como fonte inspiradora, devidamente adaptada ao tempo presente. Os segundos deverão abandonar dogmas ultrapassados e fazerem sua a terceira via enunciada por companheiros seus como Blair ou Schroeder.
Caso os partidos democráticos assim não actuem, a nível nacional e internacional, provocarão a revolução social. As primeiras faíscas que poderão incendiar toda a pradaria, como diria Mao, estão à vista.
10º - Como se pode verificar, não regressei às ideias dos meus verdes anos. Só o poderá afirmar quem considere como comunistas perigosos todos aqueles que denunciam as injustiças do capitalismo selvagem e se colocam ao lado dos que sofrem. Façam favor de meter, então, nessa galeria, o actual e o anterior Papas, o Cardeal D. José Policarpo e os Bispos D. Manuel Martins e D. Januário Torgal Ferreira. Olhem que este último não invocou a memória de Álvaro Cunhal, mas de Sá Carneiro, para criticar as injustiças praticadas pelo governo de Passos e Portas.
11º - Por último e para quem faz "O Caricas": retire a minha foto e o meu nome dos seus amigos do facebook, pois como digo acima, não possuo aí qualquer página e não sou amigo do seu blogue. Quanto a si, tenho pena de não saber quem é, pois se for pessoa das minhas relações, deixaria de o ser. Nem sequer lhe admitiria que me desse os bons dias.
1º - Não gosto do "Caricas", por razões que se prendem com a censura a um artigo sobre os negócios de Cavaco Silva e sua filha no BPN, de que solicitei publicação naquele blogue há quase dois anos. Por tal motivo, rompi com "O Caricas" e o(s) seu(s) anónimo(s) autor(es) e passei a colaborar no "Mais São Pedro do Sul", a convite do Dr. Daniel Martins.
2º- Não tenho qualquer página, nem pretendo ter, no facebook, pelo que os elementos que constam do "Caricas" são uma falsificação.
3º - Se o leitor consultar artigos meus publicados há alguns anos no "Caricas", verificará que aparece junto dos mesmos a fotografia em causa, a qual foi retirada a meu pedido. Tal foto, provavelmente, continuará na posse de quem produz "O Caricas". Não sei se foi tal blogue que forjou ou não a página, nem isso é importante para mim.
4º - O que importa - e aí incide a provocação - é que algumas das "minhas" preferências na dita página são a propaganda do Sendero Luminoso, vários "sites" do PCTP/MRPP e a CGTP. Bom, meter a CGTP no mesmo saco dos maoistas, das duas uma, ou mostra ignorância ou a sua disfarçante imitação.
5º - O que vai dito em 4º prende-se com posições políticas por mim assumidas nos últimos tempos, expressas, aliás, neste blogue.
6º - Não deixei de ser militante do PSD, pois continuo a identificar-me com o seu programa, especialmente com a parte que afirma "O PSD, sendo social democrata, valoriza a liberalização política e económica, com regras, rejeitando o socialismo e o conservadorismo social". Aliás, continuo a ser membro da A.M. de S. Pedro do Sul eleito pelo Partido Social Democrata.
7º - Porque me identifico com aqueles ideais sou opositor ao actual governo e à actual direcção do partido, pois a sua prática, em nome do combate à crise, está a destruir a economia, a tornar os pobres em miseráveis e a empobrecer as classes médias, enquanto os mais ricos não sentem a crise. Não me posso identificar com quem aumenta horários de trabalho e diminui salários, pratica cortes cegos em bens como a saúde ou a educação, prejudicando essencialmente os mais necessitados. Isto não é social democracia, nem liberalismo no sentido clássico do termo, pois já o "pai" do liberalismo económico, Adam Smith, referia, há mais de 250 anos, a necessidade de criação de "uma rede social abaixo da qual ninguém caisse". Shumpeter, Hayek, Von Mises e tantos outros sempre repudiaram a igualdade absoluta, porque conduziria à miséria, defendendo a necessária desigualdade na chegada, resultante da promoção segundo o mérito e do prémio do risco, mas conjugada com a igualdade na partida (de oportunidades), por forma a eliminar a miséria e pobreza, criando classe médias maioritárias.
8º - Continuo a ser um liberal progressista, embora dos pontos de vista político e económico tenha muito em comum com os liberais conservadores. Não tenho nada a ver é com o neo-liberalismo actual, que é uma deturpação e uma provocação ao liberalismo tradicional, do qual nasceu o conceito moderno de democracia. Este neo-liberalismo, exagerando na desregulamentação económica,provocando a submissão do poder político ao poder do dinheiro, desincentivando o capitalismo produtivo e promovendo um excesso de capitalismo financeiro (a chamada economia de casino), é o responsável pelo estado a que Portugal e diversos países da UE chegaram, que só tem um nome: decadência absoluta.
9º - Para sair desta situação, em democracia, os partidos do poder têm que voltar a fazer crescer as economias, mas com distribuição justa da riqueza, bem como garantir o acesso de todos à saúde, à educação, à cultura e outros bens absolutamente necessários à existência humana. A doutrina social da Igreja Católica e, de uma forma geral, o humanismo cristão, sem pôr em causa a independência entre a Igreja e o Estado, são possíveis referências necessárias à saída da crise e ao regresso às sociedades estáveis e de bem-estar que conhecemos no Ocidente.
Os liberais e os socialistas terão o seu lugar na criação de sociedades mais justas. Os primeiros deverão renegar o actual neo-liberalismo e retomar as origens da sua ideologia como fonte inspiradora, devidamente adaptada ao tempo presente. Os segundos deverão abandonar dogmas ultrapassados e fazerem sua a terceira via enunciada por companheiros seus como Blair ou Schroeder.
Caso os partidos democráticos assim não actuem, a nível nacional e internacional, provocarão a revolução social. As primeiras faíscas que poderão incendiar toda a pradaria, como diria Mao, estão à vista.
10º - Como se pode verificar, não regressei às ideias dos meus verdes anos. Só o poderá afirmar quem considere como comunistas perigosos todos aqueles que denunciam as injustiças do capitalismo selvagem e se colocam ao lado dos que sofrem. Façam favor de meter, então, nessa galeria, o actual e o anterior Papas, o Cardeal D. José Policarpo e os Bispos D. Manuel Martins e D. Januário Torgal Ferreira. Olhem que este último não invocou a memória de Álvaro Cunhal, mas de Sá Carneiro, para criticar as injustiças praticadas pelo governo de Passos e Portas.
11º - Por último e para quem faz "O Caricas": retire a minha foto e o meu nome dos seus amigos do facebook, pois como digo acima, não possuo aí qualquer página e não sou amigo do seu blogue. Quanto a si, tenho pena de não saber quem é, pois se for pessoa das minhas relações, deixaria de o ser. Nem sequer lhe admitiria que me desse os bons dias.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
HOMENS DE PALAVRA
Numa entrevista dada ao "Diário de Notícias", há muitos anos, o primeiro secretário-geral do MRPP, Arnaldo Matos (o actual secretário-geral daquele partido chama-se Luis Franco) afirmou haver feito alianças tácticas com o PSD, o PS e seus líderes, em 1974/75, contra o fascismo e o social-fascismo, inimigos comuns de todos.
Sobre Soares, Arnaldo Matos disse ser uma pessoa em quem não se podia confiar, pois "assumia hoje um compromisso e, amanhã, defendia uma posição completamente diferente". Sá Carneiro, segundo aquele dirigente maoista, "era um homem de palavra. Aquilo com que se comprometesse, cumpria zelosamente".
Como se pode constatar, o actual líder do PSD e primeiro-ministro segue também zelosamente o exemplo do principal fundador e primeiro líder do partido. Como prometeu na campanha eleitoral, não sobe impostos, apenas contrai despesas, não prevê, de forma alguma, despedimentos na função pública, está a proceder a uma profunda reforma do Estado e garante liberdade de escolha aos utentes quanto aos estabelecimentos de saúde e educação, bem como na segurança social. O projecto de Sá Carneiro tem, pois, um excelente e óptimo continuador. Só aqueles que continuam a ter a mania que são livres pensadores e não sabem como é difícil governar, pois se o soubessem, desejariam sempre obedecer (Brecht dixit) não o compreendem...
Sobre Soares, Arnaldo Matos disse ser uma pessoa em quem não se podia confiar, pois "assumia hoje um compromisso e, amanhã, defendia uma posição completamente diferente". Sá Carneiro, segundo aquele dirigente maoista, "era um homem de palavra. Aquilo com que se comprometesse, cumpria zelosamente".
Como se pode constatar, o actual líder do PSD e primeiro-ministro segue também zelosamente o exemplo do principal fundador e primeiro líder do partido. Como prometeu na campanha eleitoral, não sobe impostos, apenas contrai despesas, não prevê, de forma alguma, despedimentos na função pública, está a proceder a uma profunda reforma do Estado e garante liberdade de escolha aos utentes quanto aos estabelecimentos de saúde e educação, bem como na segurança social. O projecto de Sá Carneiro tem, pois, um excelente e óptimo continuador. Só aqueles que continuam a ter a mania que são livres pensadores e não sabem como é difícil governar, pois se o soubessem, desejariam sempre obedecer (Brecht dixit) não o compreendem...
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